Huaraz e Lima
Estou em casa. Uopaaa! Sim, acabou a viagem… Vamos às histórias:
Depois de visitar Nazca e suas misteriosas linhas em apenas uma tarde, esperamos um busão que vinha de Arequipa e iria para Lima, passando pela cidade. À uma da manhã embarcamos e partimos rumo à capital do Peru. Chegando lá esperamos na rodoviária da Cruz del Sur (melhor companhia de ônibus do país!) o outro que sairia rumo a Huaraz. Duas horas depois lá estávamos na estrada novamente.
Huaraz é uma cidade pequena, de uns 150 mil habitantes (mas não parece!), e conseguimos fechar os pacotes turísticos e hotel em um par de horas. À noite resolvemos provar algumas iguarias locais como carne de alpaca e de cuy (porquinho – urgh – da índia). O Pignaton pediu o cuy, eu não tive coragem… Acabei provando um pedacinho e achei o gosto muito estranho, bem diferente de tudo que já comi. A alpaca até que tava boa, mas é meio seca. Ainda bem que tem bastante picanha e cação no brasil haha
No dia seguinte fizemos um tour até o glaciar Pastoruri, que já está degelando em função do aquecimento global, assim como vários nevados do Peru e da Bolívia… De qualquer maneira acabamos pegando uma chuva de granizo fraquinha \o/ No caminho passamos por uma curiosa fonte de água gaseificada, pode? =P
Mas o prato principal viria no próximo dia, quando começamos um trekking de 3 dias partindo de vaqueria, perto das lagoas de LLanguanuco (turquesas de dar dó!!!), e indo até Cashapampa.
O grupo da excursão era formado por nós do Brasil, gente de Israel, Espanha e Estados Unidos. O primeiro dia serviu de aclimatação à altitude, afinal no outro dia chegaríamos a 4800 metros!!! O visual era deslumbrante mais uma vez. No início floresta e depois foi mudando pra montanhas nevadas. Caminhando aí foi a primeira vez que vi neve caindo do céu, uma coisa realmente linda! =D Já no acampamento, fizemos uma fogueira clandestina (não se pode fazer isso no parque nacional de huascarán!) para nos livrarmos dos insetos e contar histórias. Choveu à noite e as nossas tortas barracas ficaram molhadas até por dentro ¬¬
O segundo dia foi mais puxado. Tinha bastante subida e tal. Mas a chegada no “paso”, o ponto mais alto do trekking,valeu o esforço! Eu, como bom brasileiro bobo, não parava de catar neve do chão e ir comendo no caminho, o que rapidamente virou motivo de chacota pela Ana, a espanhola hehe Mas não para por aí. Quando atravessei o paso, dei de cara com a lagoa mais turquesa da minha vida, emoldurada por uma gigantesca montanha nevadassa. Pra completar, começou uma nevasca linda. Sentei numa pedra ali em frente, como outras pessoas, pra ficar apreciando aquela que foi simplesmente uma das cenas mais lindas que já presenciei.
Eu não queria mas tivemos de continuar, agora descendo. Mais e mais montanhas nevadas apareciam. Aliás, perto do nosso acampamento ficava o Alpamayo, considerada por muitos a montanha mais bonita do mundo! Uma pena que tava com bastante nuvem e não deu pra ver direito… Acampamos num lugar mais frio que no dia anterior e dormimos com alguma dificuldade.
No terceiro dia foi uma festa. Entramos num vale enorme, coisa de filme (de novo). Era um plano que não acabava mais, e que quando acabou foi sucedido por uma descida interminável. Essa descida era linda, com muitas árvores, rios, cascatas inacreditáveis provenientes das montanhas, etc. Finalmente chegamos a Cashapampa e aí acabou o trekking, mas não a aventura. Pegamos um taxi malucasso onde foram 6 pessoas (fooooooooora o motô!!!) e que passava pertíssimo de precipícios. Viajamos uma hora até outro vilarejo, onde pegamos um ônibus pra Huaraz.
Fomos pra Lima no mesmo dia, à noite e chegamos no outro dia de manhãzinha. Nos hospedamos na casa da Tânia, uma amiga que morou em Vitória um ano! Lá conhecemos seus amigos e a adorável Fabiola, sua irmã. Lima nos pareceu uma cidade bem interessante, com muitas coisas pra fazer como quase toda cidade hiper-grande. Visitamos praças, ruas históricas, o centro, os bairros boêmios, boates e parques. Sobre os parques cabe destacar que o Parque da Reserva tem um show de águas sons e cores interessantíssimo, obrigatório pra quem passa na cidade. Uma pena que não deu pra ficar mais tempo. Valeu, Tanita!
E assim terminou nossa querida viagem, que já está deixando saudades. Muitas experiências novas que definitivamente vamos carregar pra vida toda. Não tem muito o que dizer, todo mundo deveria fazer uma viagem dessas de vez em quando!
Espero que tenham gostado dos relatos
Um grande abraço!
É.
É, parece que ñ vai dar pra atualizar o blog como eu queria hehe Só conseguimos parar mesmo de vez em quando, como nessa LAN House onde a hora é 2 boilvianos (60 centavos de real).
Já estamos em La Paz! Na verdade, saindo dela. É o nosso sexto dia aqui! Logo logo iremos para Copacabana, onde há a Isla Del Sol, um lugar bem especial pelo que dizem.
Bom, como disse, as primeiras cidades da Bolívia sao (aqui nao tem tiu no teclado) doidassas, principalmente Santa Cruz, que é um ponto estratégico para viajantes, já que há ônibus pra todas as cidades importantes do país.
Depois de Santa Cruz fomos a Sucre, uma cidade bem organizada, extremamente diferente daquela. Trânsito organizado, belas casas, construçoes da época da colonizaçao espanhola bem conservados e cafés, muitos cafés. Pena que só ficamos um dia e já partimos para Uyuni, onde fica um dos destinos mais aguardados da viagem.
Lá, há o Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo (e claro, no caminho fica Potosí, a cidade mais alta do mundo). Tudo aqui é extremo, impressionante.
O Salar é uma experiência sensacional. A todo instante parece que estamos em um cartao postal, sem brincadeira. Muitas paisagens extravagantes, com gelo, sal, terra, motanhas gigantescas, lhamas, vicuñas, pássaros, lagoas de diversas cores (verde, amarela, rosa, branca…), enfim. Na Isla Del Pescado, um ecossistema fechado no meio do salar, ha cactos de 1000 anos e 12 metros de altura. Uma infinidade de coisas impressionantes. É também um lugar BEM frio. Na última noite do passeio pegamos nada menos que -20 graus à noite!
Depois, seguimos para La Paz. Esta é uma cidade muito interessante. Ficamos perto de uma das praças mais importantes da cidade, a Plaza Murillo, onde fica o prédio de trabalho do presidente Evo Morales.
Também há uma rua chamada Calle Comercio, onde o movimento nunca para. A extençao dessa rua é o Mercado Lanza, onde se vende de TUDO. De linguiça a dólar. Lá se vende uns sucos feitos na hora bem bons a 3 bolivianos (1 real). Uma coisa interessante aqui é que se come muito bem a muito pouco. Conhecemos um restaurante onde se serve almoço a 14 bolivianos, incluindo salada, sopa, prato quente e sobremesa oO Falando em coisas baratas, taxi aqui é jóia! Por 7 bolivianos vc vai a qualquer ponto da cidade. Mesmo assim, preferimos o busao que sai a 1 boliviano haha
A cidade também é um ótimo lugar pra quem gosta de cultura. Vários museus (de arte, históricos, etc), shows e bares interessantes. No Museu da Coca há infos interessantes sobre a planta e um bar bem legal, onde tomamos a cerveja verde, com elixir de coca, somente vendida nesse local. Também fomos a um outro bar com tema de mineraçao, bem legal. Na entrada, vc precisa descer uns dois andares, como se estivesse entrando em uma mina, em meio a cartazes com s dizeres `Peligro!`. Lá embaixo é tudo decorado com esse tema, e há ambientes diferentes, todos bem legais, sem falar música, excelente.
Mas La Paz ñ é só a parte urbana. Fizemos 3 passeios de natureza ótimos aqui! O primeiro foi o Chacaltaya, onde tivemos que subir uma estrada toda cheia de neve a pé por uns 70 minutos. O lugar é absurdo, de uma beleza parecida com a do Himalaia. Há também o Valle de La Luna, que parece uma cratera lunar, cheia de formaçoes de pedra interessantes.
O último foi Tiwanaku, um sítio arqueológico onde há vários resquícios da cultura Tiwanakota, que precedeu os Incas. Tudo hiper interessante! Vimos monolitos de 8 metros de altura, pirâmides cheias de detalhes matemáticos, múmias e coisas desse nível hehe
Temos conhecido muita gente interessante de todos os lugares: Holanda, Franca (muitos!), Alemanha, Suica, enfim. E claro, muitos Brasileiros. Somos uma praga aqui na Bolivia. Em todo lugar ha gente falando portugues. Todos gente boa e muito alegres, como ñ poderia deixar de ser!
Como disse, agora pouco pegaremos mais um busão, dessa vez rumo ao Lago Titicaca, outro destino que estamos doidos pra alcancar logo =)
Espero que todos os estejam bem e felizes! Estamos com saudade do povo capixaba, da comida, das praias e de poder ir à padaria de chinelo.
Até!
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