Rota da Coca: Bolívia e Peru

Huaraz e Lima

Posted in Viagem by Pedro Garcia on Setembro 3, 2009

Estou em casa. Uopaaa! Sim, acabou a viagem… Vamos às histórias:

Depois de visitar Nazca e suas misteriosas linhas em apenas uma tarde, esperamos um busão que vinha de Arequipa e iria para Lima, passando pela cidade.  À uma da manhã embarcamos e partimos rumo à capital do Peru. Chegando lá esperamos na rodoviária da Cruz del Sur (melhor companhia de ônibus do país!) o outro que sairia rumo a Huaraz. Duas horas depois lá estávamos na estrada novamente.

Huaraz é uma cidade pequena, de uns 150 mil habitantes (mas não parece!), e conseguimos fechar os pacotes turísticos e hotel em um par de horas.  À noite resolvemos provar algumas iguarias locais como carne de alpaca e de cuy (porquinho – urgh – da índia). O Pignaton pediu o cuy, eu não tive coragem… Acabei provando um pedacinho e achei o gosto muito estranho, bem diferente de tudo que já comi. A alpaca até que tava boa, mas é meio seca. Ainda bem que tem bastante picanha e cação no brasil haha

No dia seguinte fizemos um tour até o glaciar Pastoruri, que já está degelando em função do aquecimento global, assim como vários nevados do Peru e da Bolívia… De qualquer maneira acabamos pegando uma chuva de granizo fraquinha \o/ No caminho passamos por uma curiosa fonte de água gaseificada, pode? =P

Mas o prato principal viria no próximo dia, quando começamos um trekking de 3 dias partindo de vaqueria, perto das lagoas de LLanguanuco (turquesas de dar dó!!!), e indo até Cashapampa.

O grupo da excursão era formado por nós do Brasil, gente de Israel, Espanha e Estados Unidos. O primeiro dia serviu de aclimatação à altitude, afinal no outro dia chegaríamos a 4800 metros!!! O visual era deslumbrante mais uma vez. No início floresta e depois foi mudando pra montanhas nevadas. Caminhando aí foi a primeira vez que vi neve caindo do céu, uma coisa realmente linda! =D Já no acampamento, fizemos uma fogueira clandestina (não se pode fazer isso no parque nacional de huascarán!) para nos livrarmos dos insetos e contar histórias. Choveu à noite e as nossas tortas barracas ficaram molhadas até por dentro ¬¬

O segundo dia foi mais puxado. Tinha bastante subida e tal. Mas a chegada no “paso”, o ponto mais alto do trekking,valeu o esforço! Eu, como bom brasileiro bobo, não parava de catar neve do chão e ir comendo no caminho, o que rapidamente virou motivo de chacota pela Ana, a espanhola hehe Mas não para por aí. Quando atravessei o paso, dei de cara com a lagoa mais turquesa da minha vida, emoldurada por uma gigantesca montanha nevadassa. Pra completar, começou uma nevasca linda. Sentei numa pedra ali em frente, como outras pessoas, pra ficar apreciando aquela que foi simplesmente uma das cenas mais lindas que já presenciei.

Eu não queria mas tivemos de continuar, agora descendo. Mais e mais montanhas nevadas apareciam. Aliás, perto do nosso acampamento ficava o Alpamayo, considerada por muitos a montanha mais bonita do mundo! Uma pena que tava com bastante nuvem e não deu pra ver direito… Acampamos num lugar mais frio que no dia anterior e dormimos com alguma dificuldade.

No terceiro dia foi uma festa. Entramos num vale enorme, coisa de filme (de novo). Era um plano que não acabava mais, e que quando acabou foi sucedido por uma descida interminável. Essa descida era linda, com muitas árvores, rios, cascatas inacreditáveis provenientes das montanhas, etc. Finalmente chegamos a Cashapampa e aí acabou o trekking, mas não a aventura. Pegamos um taxi malucasso onde foram 6 pessoas (fooooooooora o motô!!!) e que passava pertíssimo de precipícios. Viajamos uma hora até outro vilarejo, onde pegamos um ônibus pra Huaraz.

Fomos pra Lima no mesmo dia, à noite e chegamos no outro dia de manhãzinha. Nos hospedamos na casa da Tânia, uma amiga que morou em Vitória um ano! Lá conhecemos seus amigos e a adorável Fabiola, sua irmã. Lima nos pareceu  uma cidade bem interessante, com muitas coisas pra fazer como quase toda cidade hiper-grande. Visitamos praças, ruas históricas, o centro, os bairros boêmios, boates e parques. Sobre os parques cabe destacar que o Parque da Reserva tem um show de águas sons e cores interessantíssimo, obrigatório pra quem passa na cidade. Uma pena que não deu pra ficar mais tempo. Valeu, Tanita!

E assim terminou nossa querida viagem, que já está deixando saudades. Muitas experiências novas que definitivamente vamos carregar pra vida toda. Não tem muito o que dizer, todo mundo deveria fazer uma viagem dessas de vez em quando!

Espero que tenham gostado dos relatos ;) Um grande abraço!

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.